quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Ser padrão.

  Último dia de aula e a principal notícia do dia : NÃO PRECISA UNIFORME MAMÃE!!!
Que alegria poder se vestir de "si mesmo". Escolher algo que diferencia dos amigos. Cor preferida, modelo querido, sapato brilhante e batom ! O quanto minhas filhas adoram escolher roupas, selecionar modelos é indescritível. Sempre que se abre o guarda-roupas um evento de moda começa. Cada uma tem estilo próprio, difícil influenciar suas escolhas. Não se importam com padrão de moda, combinação de cores, temperatura ou opinião alheia.
Eu me questiono, em que fase perdemos essa certeza do que gostamos. Qual é a idade que nos deixamos influenciar pela mídia e pelas pessoas que nos cercam? Se é tão gostoso vestir, ouvir, dançar, ser o que queremos, porque nos deixamos padronizar por uma idealização que nem concordamos? Se queremos nos destacar, porque precisamos ser tão iguais? Ser diferente é ser revolucionário? Não aceitar padrões é ser louco ou autêntico ? Virou hábito rotular e quando não achamos rótulo é revolucionário. Isso já vai pra outro assunto né!
   Sou a favor do uso de uniforme para ir a escola. O fato preocupante é anular os próprios desejos para se vestir como a maioria ou como manda a novela! Gosto de diferenças,de novidade e tudo que estimula a criatividade. Gosto mais ainda de ver minhas filhas com ideias próprias.





quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Praticar esportes desde sempre.

 Considero muito importante praticar esportes por prazer, e para ter prazer em alguma modalidade temos que experimentar. Claro que quando os pais gostam ou praticam algum esporte fica fácil a criança praticar pelo simples fato de imitarem tudo que vêem, no nosso caso patins e skate fazem parte dos fins de semana e as crianças pegaram gosto por brincarem. Ainda este ano quero apresentar a capoeira e alguma arte marcial para saber pelo que elas se interessam. As duas fazem Ballet na escola, adoram! Acordar cedo aos fins de semana para ir ao parque é um hábito saudável e promove contato com a natureza. Curtimos os fins de semana em família.



segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Desacelerar

Brincar,brincar e brincar! É disso que criança precisa. Quando li no site Slow Kids " Questões relacionadas à criança com base na desaceleração" logo quis saber mais sobre o conceito.
E assim que chegamos ao evento no Parque Villa Lobos já entendi. É o melhor projeto infantil que já fomos em São Paulo. A criança tem à disposição tudo que uma criança realmente precisa:
*Natureza
*Atenção
*Brinquedos
*Brincadeiras tradicionais
*Espaço
*Estrutura segura
Em meio a tantas outras crianças, elas brincam, conversam, trocam, riem e se envolvem naturalmente, sem precisar explicações ou monitoramento. A criatividade flui a alegria também.
É preciso desacelerar mesmo, no sentido de perceber que criança precisa de tinta, lápis de colorir, correr descalça na grama, subir em árvore, conhecer novas crianças, muito mais que ir às aulas de inglês, judô, ballet, e usar os eletrônicos dos pais.
Criança precisa sim estudar, absorver informações e ter atividades extracurriculares, ser responsável e ter valores desde sempre  que levarão para toda vida, mas não como adulto. Não como fator principal da sua infância.
Precisamos evitar que sejam os eletrônicos o maior aliado dessa geração, a busca por consumir o que não precisa, a procura pela felicidade falsa criada pela televisão e uma alimentação podre induzida pela mídia.
Descontrair, desacelerar, desmistificar, deixar criança ser criança, pegar no pincel e pintar o que quiser como quiser, desenhar uma árvore azul e um sol cor de rosa, pular sem limitações, correr sem preocupação.
O projeto ensina de forma objetiva e natural processos como reciclagem, colaboração, troca de brinquedos, leitura, passeios pela natureza e muitas atividades legais. Meu super agradecimento ao Infinito Circular Ambiental que proporcionou para nós o que as minhas meninas mais gostam: "pintar com tinta" como elas dizem.




quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Linguagem de sinais para nos comunicar.

     Muito antes de aprender a falar somos capazes de nos comunicar, mesmo sem domínio da linguagem oral. O olhar, a expressão facial ou corporal, o choro. Pensando bem, deve ser frustrante   ter sentimentos e vontades, que não entendemos e nem sabemos verbalizar, só chorando mesmo! Percebi isso, quando com seis meses de vida a Nicole se irritava e ninguém entendia porquê. Graças ao nosso Pediatra Tio Cacá, que entendeu o que acontecia, comecei a ensinar LIBRAS (linguagem brasileira de sinais) para Nicole. Explicando assim, soa didático e massante, na verdade é divertido e libertador. Comprei um livro de Linguagem de Sinais para Bebês, comecei usar algumas técnicas do livro no dia a dia. Uma forma fácil de nos entender antes dela falar. Comecei com situações simples, quando era hora de mamar, eu segurava na gola da blusa, quando era hora do banho, esfregava as mãos na barriga e para ler um livro, juntava a palma das mãos e separava. Cada palavra era seguida do sinal. Assim que a Nicole começou a fazer o sinal de mamar, puxando a própria roupa, poucos dias depois, percebi que ela havia assimilado, comecei então com todos outros sinais que o livro ensinava. Assim quando eu pegava um livro, mostrava a figura, dizia o nome e fazia o sinal, como tartaruga por exemplo, então ela imitava o sinal. Para várias situações no dia existe sinais: passear, comer, brincar e tudo mais. Começamos a nos entender! Com 1 aninho eram mais de 50 sinais. O importante é ficar atento, pois a criança desenvolve gestos próprios para demonstrar algo, ajuda foi um dos sinais que a Nicole desenvolveu por si, colocando as duas mãos para cima e chacoalhando.
Muitas pessoas me perguntaram se ela demoraria mais para desenvolver a linguagem oral por usar os sinais. Foi surpreendente, pois esse estímulo aumenta o vocabulário da criança e lhe dá segurança para se comunicar, antes das crianças que se desenvolvem de forma comum.





domingo, 25 de outubro de 2015

Como criar o hábito da leitura?

    Sou da opinião que começamos a gostar de ler, quando encontramos um livro que nos desperta interesse,  por nos identificamos com o conteúdo ou porquê a história nos deixa curiosa. O fato é que o hábito de ler é um incentivo diário. Desde bebê, eu leio e mostro figuras dos livros para as minhas filhas. Assim comecei ensinar Linguagem de sinais (LIBRAS) para elas. Minutos antes de dormir é nosso "horário de leitura" diário. Hoje que estão maiores, cada uma deita na sua cama com um livro, eu leio com a luz já apagada. Começo a ler o livro menor, que é mais rápido e elas dormem no início da leitura do segundo livro. Eu lia para Nicole todas as noites e quando Sabrina nasceu já entrou no ritmo, desde sempre! Hoje elas adoram ir à bibliotecas e livrarias. A Nicole já sabe ler, tem interesse por tudo. Lê revista, gibi, rótulo de alimentos, bulas, etiquetas. Pra tudo tem uma pergunta: "o que é glúten" "o que é elastano" mas isso fica pra outro post! Os livros mais lidos antes de dormir são da coleção do Itau , principalmente O Ratinho, o Morango vermelho maduro e o Grande Urso esfomeado. Muitas vezes vejo a Nicole lendo para a Sabrina. Fico orgulhosa. Vejo que estão criando vínculo e se desenvolvendo.



terça-feira, 29 de setembro de 2015

Ajudar nas tarefas de casa ou fazer sua parte?

Mãe ou pai que fica em casa para cuidar dos filhos (como eu), consequentemente cuida da casa. E... dos brinquedos, da comida, da roupa e não tem fim as tarefas de um lar. Eu entendo que em uma família, ou qualquer outro grupo, a cooperação é o que harmoniza o ambiente. Procuro explicar para as meninas que a higiene e arrumação do lar são tarefas para todos. A mamãe faz a comida e a louça fica para as crianças: uma delas lava, a outra enxuga e guarda. Quando chegam da escola, vão ao quarto para tirar o uniforme e cada uma arruma sua cama e guarda ou coloca para lavar o uniforme. Isso começou esse ano, desde que voltaram às aulas. Quero que elas entendam que não existe tarefa que só uma pessoa tem que realizar, e procuro mostrar que muitas obrigações do dia a dia são para o bem estar de todos e devem ser feitas com carinho. Eu nunca peço "ajuda" para fazer algo, entendo que ajuda seria se a realização de algo depende de uma pessoa só, eu sempre digo que é hora de fazer algo, e pergunto quem vai fazer. Como tirar o pó, colocar a mesa, dobrar as roupas, tirar o lixo ou separar a roupa suja. É claro que ninguém quer parar de brincar para fazer uma tarefa, mas na conversa acabamos por fazer juntas. Vem sempre uma peça de roupa colorida no meio das brancas, um bibelô que não foi movido para limpar debaixo, um prato com resíduo de sabão, um talher que falta na mesa entre tantas coisas, por isso é necessário paciência e sempre orientar e elogiar para que seja divertido e prazeroso cuidar da nossa casa. Nada disso é fácil! Criar hábitos e responsabilidade exige dedicação. Considero que é gratificante ter filhas independentes, e percebo que elas se sentem mais seguras quando se sentem úteis.


sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Cuidando da natureza.

    Mãe, tem semente, podemos plantar???

    Adoro essa pergunta! Hoje plantamos sementes de limão. Já temos tomates, manjericão, hortelã, citronela e algumas violetas, que elas adoram regar e dizer CRESÇA! É muito importante que as crianças tenham contato direto com a natureza, que saibam plantar, adubar a terra e esperar pelo momento de colher. Optar por alimentos frescos em tempos modernos parece impossível quando nos habituamos a "colher" tudo no mercado. Existem oficinas de plantio, eventos que distribuem mudas para plantar pela cidade e também a possibilidade de plantar pequenas mudas ou sementes que fiquem na cozinha em um pequeno vaso. Tudo é válido para que a criança desenvolva respeito pela natureza e pelo tempo de desenvolvimento de cada ser vivo, seja planta, bicho ou pessoa. Assim elas compreendem também que é gostoso cultivar sem pesticidas e aprendem a valorizar alimentos frescos e livres de poluentes.


terça-feira, 15 de setembro de 2015

Adoramos vestido.

     
     Adoramos escolher nossas roupas, pode ser para brincar na rua, ir ao parque, passear no shopping, andar de bicicleta ou ficar em casa. Escolher um vestido é muito divertido. Nessa fase em que as duas querem escolher o que vestir entra um monte de detalhes: um vestido que seja curto e não enrosque na roda da bicicleta, um vestido que seja longo porque está frio, um vestido de alça porque está calor, um vestido velho para sentar na rua e se sujar a vontade e não aquele novinho de lantejoulas ... E sempre um shortinho por baixo, para poder brincar, pular e sentar à vontade. Muitas vezes a escolha de uma simples peça de roupa vira brincadeira, aí o armário vira loja, a cama vira carro, a irmã vira vendedora, a mãe a moça da entrega.  O importante é que elas sejam independentes, façam escolhas de peças que se sintam confortáveis e à vontade para brincar de coisas de crianças. E fazer muuuuuita bagunça, que é isso que é gostoso!


quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Korres, porque adoramos novidades.

          Fui no evento de lançamento dos produtos Korres aqui no Brasil (a pronúncia é: corês).  Produto europeu fabricado na Grécia, em farmácia homeopática. Tudo muito cheiroso com conceitos que prezo: produtos orgânicos, não testado em animais, incentivo à agricultura familiar e embalagens recicláveis. Aqui em casa já usamos o sabonete líquido cítrico e hidratante corporal manjericão limão. A Nicole já toma banho sozinha e escolhe o que usar. Não abriu mão do sabonete líquido cítrico nem para usar o infantil. A espuma é cremosa e o cheiro suave. O hidratante preferido aqui foi o de manjericao-limão. Textura leve, rápida absorção, cheiro agradável.




segunda-feira, 13 de abril de 2015

Comer bem

Almoçamos juntas na mesa conversando todos os dias. Normalmente faço legumes, cereal, grão, verdura tudo com muitos condimentos. Nada de carnes e nada de suco com as refeições. As vezes as meninas pedem para almoçar batatas fritas, pão com queijos, ou alguma gostosura. Normalmente eu deixo elas comerem o que querem, desde que comam algo saudável junto. Nesta foto a Sabrina pediu para trocar o pão com queijo dela pela minha salada. Acho que ela se arrependeu de pedir pão depois que viu os tomates.