segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Desacelerar

Brincar,brincar e brincar! É disso que criança precisa. Quando li no site Slow Kids " Questões relacionadas à criança com base na desaceleração" logo quis saber mais sobre o conceito.
E assim que chegamos ao evento no Parque Villa Lobos já entendi. É o melhor projeto infantil que já fomos em São Paulo. A criança tem à disposição tudo que uma criança realmente precisa:
*Natureza
*Atenção
*Brinquedos
*Brincadeiras tradicionais
*Espaço
*Estrutura segura
Em meio a tantas outras crianças, elas brincam, conversam, trocam, riem e se envolvem naturalmente, sem precisar explicações ou monitoramento. A criatividade flui a alegria também.
É preciso desacelerar mesmo, no sentido de perceber que criança precisa de tinta, lápis de colorir, correr descalça na grama, subir em árvore, conhecer novas crianças, muito mais que ir às aulas de inglês, judô, ballet, e usar os eletrônicos dos pais.
Criança precisa sim estudar, absorver informações e ter atividades extracurriculares, ser responsável e ter valores desde sempre  que levarão para toda vida, mas não como adulto. Não como fator principal da sua infância.
Precisamos evitar que sejam os eletrônicos o maior aliado dessa geração, a busca por consumir o que não precisa, a procura pela felicidade falsa criada pela televisão e uma alimentação podre induzida pela mídia.
Descontrair, desacelerar, desmistificar, deixar criança ser criança, pegar no pincel e pintar o que quiser como quiser, desenhar uma árvore azul e um sol cor de rosa, pular sem limitações, correr sem preocupação.
O projeto ensina de forma objetiva e natural processos como reciclagem, colaboração, troca de brinquedos, leitura, passeios pela natureza e muitas atividades legais. Meu super agradecimento ao Infinito Circular Ambiental que proporcionou para nós o que as minhas meninas mais gostam: "pintar com tinta" como elas dizem.




quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Linguagem de sinais para nos comunicar.

     Muito antes de aprender a falar somos capazes de nos comunicar, mesmo sem domínio da linguagem oral. O olhar, a expressão facial ou corporal, o choro. Pensando bem, deve ser frustrante   ter sentimentos e vontades, que não entendemos e nem sabemos verbalizar, só chorando mesmo! Percebi isso, quando com seis meses de vida a Nicole se irritava e ninguém entendia porquê. Graças ao nosso Pediatra Tio Cacá, que entendeu o que acontecia, comecei a ensinar LIBRAS (linguagem brasileira de sinais) para Nicole. Explicando assim, soa didático e massante, na verdade é divertido e libertador. Comprei um livro de Linguagem de Sinais para Bebês, comecei usar algumas técnicas do livro no dia a dia. Uma forma fácil de nos entender antes dela falar. Comecei com situações simples, quando era hora de mamar, eu segurava na gola da blusa, quando era hora do banho, esfregava as mãos na barriga e para ler um livro, juntava a palma das mãos e separava. Cada palavra era seguida do sinal. Assim que a Nicole começou a fazer o sinal de mamar, puxando a própria roupa, poucos dias depois, percebi que ela havia assimilado, comecei então com todos outros sinais que o livro ensinava. Assim quando eu pegava um livro, mostrava a figura, dizia o nome e fazia o sinal, como tartaruga por exemplo, então ela imitava o sinal. Para várias situações no dia existe sinais: passear, comer, brincar e tudo mais. Começamos a nos entender! Com 1 aninho eram mais de 50 sinais. O importante é ficar atento, pois a criança desenvolve gestos próprios para demonstrar algo, ajuda foi um dos sinais que a Nicole desenvolveu por si, colocando as duas mãos para cima e chacoalhando.
Muitas pessoas me perguntaram se ela demoraria mais para desenvolver a linguagem oral por usar os sinais. Foi surpreendente, pois esse estímulo aumenta o vocabulário da criança e lhe dá segurança para se comunicar, antes das crianças que se desenvolvem de forma comum.